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silêncio

Tu!
Sim tu, aí... vem cá... sai de dentro do medo e vem. Anda descobrir-me, ver-me do lado que os outros não vêem... estica os olhos ao longo de mim. Analisa-me.
Mostro-me a ti docemente e tu sabes que se me seguires, palavra a palavra, te vais conseguir sentir assim, com menos um pouco de ti e mais um pouco da levesa acidental de todos os meus dizeres e de todos os meus seres. Acompanha-me, arrasta-te nas vírgulas, pára. Pára nos pontos finais. Sou eu que mando. Sou eu que tomo conta de ti aqui e hoje nestas linhas!
Olho-te. Com simplicidade.
Perco-me na leitura que fazes de mim.
Não sei quem és... que importa? Só somos algo no momento em que o fazemos.
Sorrio. Tu não me vês. Não sabes se estou mesmo a sorrir ou porquê. Sorris também num leve esgar. E mesmo que não tenhas sorrido antes, sorris agora.
Tem cuidado. Não te deixes levar assim. Não te deixes tentar por este estonteante sabor a penumbra e doçura, ajoelha-te, faz o sinal da cruz e vai embora, voltando-me as costas.

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