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silêncio

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(no subject) [Dec. 9th, 2005|02:02 pm]
silêncio
Não queria. Nem quis. Os meus seios muito inchados retorceram-se comigo, numa dor de extase incontrolável. Não queria, mas tu quiseste-me e isso bastou-te.
Vazio.
A dor continuou até ao fim. Depois caíste sobre mim.
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Será Normal? [Jul. 4th, 2005|02:37 pm]
silêncio
Sem pensar em nada nem fazer um único gesto comprometedor, depois de uma manhã às voltas para cima e para baixo no meio de uma casa deserta, caír em desespero sobre a cama, de braços abertos e deixar o corpo gemer com o prazer contido durante todas aquelas horas...
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(no subject) [Jun. 12th, 2005|01:48 pm]
silêncio
Obrigada por me teres soltado da inocência e do amor que me cegavam os olhos para a vida. Por me teres mostrado o que era a verdade. Por teres assumido que eras mau.
Obrigada porque tudo aquilo que eu necessitava era de não querer aquilo que eu queria, para poder surgir um ente novo de dentro de mim. Alguém muito mais forte. Alguém que passou a ver o mau, porque assumido. Alguém que deixou de desejar a destrução de si, porque pelo menos uma vez pode implorar pela sua vida, sem que esses pedidos de pessoa humilhada fossem eles também por si só humilhantes.
Mas por favor, acredita em mim e aceita o meu perdão.
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(no subject) [Feb. 5th, 2005|09:40 am]
silêncio
Pergunto-me se alguém algum dia me vai conseguir saciar este desejo. Conseguir fazer com que seja eu a querer abandonar-me a mim própria, esquecida do meu corpo, morta para a terra. O que será preciso acontecer para que isto se realize?
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(no subject) [Jan. 5th, 2005|12:20 pm]
silêncio
No silêncio da solidão, dedos e lábios molhados esperam longíncuos a piedade de quem os poderia curar
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(no subject) [Nov. 21st, 2004|12:18 pm]
silêncio
Hoje olhei-me ao espelho e pensei em ti. Pensei em como gostarias de possuir este meu corpo nu, com umas cuequinhas azuis a dançar ao som da música. Cantei e dancei. Excitei-me com o meu corpo e contigo.
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(no subject) [Sep. 17th, 2004|11:08 am]
silêncio
Quero poder ser livre para ir para um beco sem saída qualquer e estar à espera de ser pegue por alguém. Quero ser livre de divagar pelas ruas escuras da cidade e deixar-me levar pelo latir doente do cão do vadio. Quero ir ter com ele, dizer-lhe palavras doces e deixar que ele me beije. Quero mergulhar no rio escuro da cidade e nadar nua até ao céu nascer. E saindo do água, enrolar-me na manta de um pescador qualquer e fazer dela o vestido do dia que está a amanhecer. Quero dizer palavras doces à ceguinha queimada na pele pelo sol, de tanto o olhar de frente, para conseguir ver ainda os restos de alguma luz. Quero foder com todos, foder com qualquer um, e amar muito, muito, sentindo em mim o outro como alguém que vive, sente e sofre. Quero perder-me nos caminhos de cabras que levam ao monte mais solitário do mundo e ficar lá eternamente, numa cabana antiga, protegida do mundo inteiro por um lenhador qualquer. Quero aquecer as mãos à lareira enquanto descasco as batatas que apanhei da terra no dia anterior. Quero ser pobre e livre de voar para onde me apetecer, enquanto me apetecer, mesmo que isso signifique ficar para sempre colada a um marido estúpido e ter filhos demasiados para as ancas e o peito que possuo.
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(no subject) [Sep. 17th, 2004|11:02 am]
silêncio
Num humilde quartinho com camas de colchão de palha, com a imagem em madeira pintada, do Santo António a olhar para eles, dois meninos falavam às escuras. Estavam enrolados nos seus cobertores de lã e enfiados na cova que cada um dos colchõesinhos minúsculos fazia do uso dos séculos da sua existência.
- Sabes o que é que a Dores e o marido estão a fazer a esta hora?
( O som dos bichos da madeira )
- O quê?
- Estão a fazer bébés. Na lua de mel as pessoas fazem os bébés. E sabes como se fazem?
( os grilos lá fora )
- Como?
Saltou para a cama dela.
- Levanta a camisa de noite.
Ela levantou.
Há muito que brincava nua com o seu primo. Mechiam nos corpos um do outro, beijavam-se e sentiam-se arrojados, quentes e sedutores com isso.
Ele deitou-se em cima dela. Começou-se a roçar nela, como já o tinha feito várias vezes. Estavam os dois nus. Ela com a camisa levantada, ele, já nem ela se lembra como estava. Ela sentia o seu corpo quente contra o seu. Então ele disse:
- Quando entrar avisa. Está bem?
- Está bem.
- Entrou ! ! ! - disse ela num soluço, quase não conseguindo pronunciar a palavra. E naquele momento, ela amou-o profundamente. Sentiu o momento lindo e mágico que estava a acontecer, mesmo nunca tendo ouvido falar antes no assunto. Sentiu que estava a ser dele, do seu primo.
Ele ficou assustado. Foi depressa para a sua cama e disse:
- Boa noite.

E foi assim que deixei de ser virgem. Com nove anos, com uma só penetração. No dia seguinte neguei-o sempre. Nunca mais lhe disse que sim. Ele deixou-me definitivamente quando me veio o período, pois ficou com medo de me fazer bébés e nós já tinhamos decidido antes que não queriamos casar.
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(no subject) [Sep. 17th, 2004|10:59 am]
silêncio
Acordei com o fresquíssimo perfume da enorme cama de casal do meu noivo. Senti a sua presença de paz. Abri os olhos de vagar, com o mesmo sentir inocente e surpreso de uma criança. Mesmo diante dos meus olhos muito abertos, de quem muito dormiu, estavam os seus lindos olhos verdes, de reflexos cor de mel. Estavam grandes e imóveis. Olhava-me também ele surpreso... Olhava-me como quem olha a mais bela cruz feita em cristal.
- Eu amo-te. . Amas-me?
- . Sim
- . Tens a certeza?
- Sim
Beijou-me
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(no subject) [Sep. 17th, 2004|12:57 am]
silêncio
Estou farta de ser santa, estou farta de não falar, farta da futilidade das mentiras e dos encobrimentos...
Porque é que as pessoas não dizem tudo o que pensam umas às outras? Não mostram toda a sua alma a toda a gente, não andam nuas pela rua se assim quiserem...porque é que se eu gostar do olhar do moço do comboio não me posso atirar de olhos fechados a ele... Foder com ele mesmo ali, em frente de toda a gente...pois os outros homens também não viram os olhares e a atracção agoniante que foi aquela viagem inteira, feita das visões entrecortadas dos olhos, do peito, dos braços, das pernas... pois eles todos não me perceberam olhada, humilhantemente excitada, o meu corpo todo lascivo ao sabor dos embates do comboio, roçando-se no pilar que apoiava meus devaneios inúteis? Porque não podia beijá-lo ali, deixar que ele tirasse a minha roupa toda, deixar que ele me beijasse os peitos a cara e a chana, sentir o pau durão dele enfiar em mim...dentro de mim...não interessavam os outros...não interessava nada...
E depois disso, e como estava a ir ter com o meu namorado, contava-lhe tudo o que acontecera, com todos os pormenores, para ele me foder mais de raiva e me amar ao mesmo tempo.
Porque não nos podemos todos amar? Porque não nos podemos todos perdoar sempre e a toda a hora, se somos feitos dos nossos defeitos, tanto ou mais que das qualidades? E o que é um defeito?
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